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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Pare de Operar Notícias: Seu Dinheiro Agradece

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Boa tarde senhores do Milhão. A luta continua.

Estou de volta, não demorou nem 4 dias o fim do blog, realmente escrever aqui é algo que considero prazeroso e que vale a pena sim tentar alertar os leitores sobre as armadilhas do mercado, além de continuar trocando ideias com os demais investidores.

O número de comentários no último post me deixaram satisfeitos, pois mostra que muita gente lê sim, mas não tinha tempo mesmo de comentar.

Outra coisa que vi: Eu esperava uma enxurrada de comentários maldosos e depreciativos, não tive nenhum comentário excluído, ou seja, o público deste humilde blog é realmente diferenciado.

Seguindo uma nova abordagem para o Blog, onde pretendo comentar assuntos diversos, além de manter meu Post fixo sobre Obra, Trabalho, Dividendos da Sociedade, Vida Pessoal, Trades, terei alguns outros posts variados, como este primeiro, baseado na minha visão do mercado.

O mercado é irracional. Eu já comentei isto algumas vezes e volto a repetir, pois tivemos novos capítulos nesta novela já conhecida.

Se uma coisa eu tenho a oferecer a quem lê este humilde blog é: Pare de operar notícias na bolsa de valores.

Mostrarei alguns casos que confirmam esta irracionalidade do mercado e como a maioria parece ter prazer em perder dinheiro em bolsa de valores:

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Caso 1: Possível Imposto de Renda sobre Fundos Imobiliários

Ontem houve a informação de que, na surdina, um deputado colocou em pauta uma medida que visava começar a taxar aplicações financeiras de renda fixa, além dos fundos imobiliários.

O que o mercado fez? Operou com notícias ... IFIX ontem caiu quase 5%, uma verdadeira catástrofe no que tange aos fundos imobiliários, cuja variação em média é sempre baixa, independente das movimentações dos principais índices, como IBOV.

Meus fundos e da maioria dos blogs de finanças simplesmente despencaram, variando entre 3 a 6% de queda, o que é muito, mas muito incomum.

Na minha cabeça ontem, uma voz dizia “vende, vende, acaba com o prejuízo, vende isto, aplica em outra coisa, saia da bolsa”.

É este o pensamento que devemos evitar, e é por este motivo que o Bastter sempre comenta que não devemos olhar cotação, justamente por que a maioria não consegue dominar o emocional.

Apesar desta luta interna, meu racional prevaleceu, pois este é um investimento que pretendo levar por muitos anos, por acreditar numa valorização dos imóveis (eu construo e vejo o mercado e sei que os custos de construção e materiais estão em crescente, logo, o mercado em si tem maior probabilidade de crescer junto).

E outra frase que eu sempre uso: Não importa a rentabilidade no início da formação da bola de neve dos juros compostos, o que importa no início é o tamanho do aporte.

E mais uma frase, plagiada do Bastter: Pare de girar seu patrimônio.

Ontem eu pensei: Beleza. Vendo agora com prejuízo. E o que é que eu vou fazer com o dinheiro? Aplicar na poupança para ter 0,6%? Ir para outro investimento “mágico” que me faça recuperar o prejuízo na venda? Ir tentar fazer um Daytrade na base do “Tudo ou Nada”, ou seja, se o trade der certo, ótimo, se não der, vira investimento para longuíssimo prazo?

Nada disto. Manterei meu investimento intacto, pois antes de comprar algo eu penso muito bem, e não tomo decisões precipitadas.

Como já foi dito uma vez no filme Tropa de Elite, não exatamente assim, mas isto é o que me lembro: “O pau pode tá quebrando, você vai chegar na tranquilidade, em formação, sem desespero”.

Como transformar esta frase para o mercado financeiro: “O pau pode estar quebrando, a bolsa derretendo, você não vai tomar atitude alguma durante o pregão, pois o seu plano de risco deve ter sido feito antes do pregão”.

Outro ponto: Quando seu ativo, que era bom, passa a estar numa situação ruim, você não vende tudo de uma vez. Você deve sair da mesma forma que entrou, ou seja, aos poucos.

Difícil pensar assim? Sim e muito. Por isto a maioria perde dinheiro. E eu já estive deste lado que perde dinheiro, pois eu teria vendido tudo ontem, no fundo, em pânico.

Tecnicamente falando, nada mudou em relação aos fundos. A tal reunião de taxação foi postergada para Fevereiro de 2016, e muitos que operaram com a notícia aprenderam uma lição: Não opere notícias.

Por que também é importante não operar notícias: Você realmente pensa que grandes investidores, fundos que gerem bilhões de dólares e investem no Brasil, não saberiam desta informação de forma privilegiada e antes do mercado? Muitas das vezes estas notícias já estão precificadas, mas a chamada manada gera um desespero tão grande, que acarretou numa queda vertiginosa como a de ontem, visto que, ao contrário das ações, a liquidez e volume de fundos imobiliários é bem menor.

Se realmente houvesse a taxação de 17,5%, isto significa que os rendimentos cairiam 17,5%, mas, nos fundos com rendimento acima de 0,8% ainda seria viável permanecer, abaixo disto, realmente compensaria manter o valor na poupança.

O que demonstra a irracionalidade do mercado: Se ontem o IFIX caiu 5% com a notícia da taxação, com a notícia da taxação deveria subir pelo menos próximo ao patamar anterior, e no momento não passa de 1,7% de alta.

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Caso 2: A prisão do banqueiro Andre Esteves

Quando a notícia da prisão do banqueiro Andre Esteves surgiu na mídia, o impacto foi imediato: As ações do BTG Pactual despencaram, no ano de 2015 já são quase 50% de queda (no momento, com a subida de 11% da ação BBTG11 este número esta em 42%).

O que me causou uma surpresa foi que, o BRCR, que é um fundo apenas administrado pelo BTG Pactual, despencou dos R$ 108,00 para R$ 100,00 ... Uma queda absurdamente alta em relação aos demais fundos administrados pelo mesmo BTG Pactual.

Neste momento acaba de sair a notícia de que Andre Esteves foi solto. A ação chegou a subir mais de 11% ... Agora esta 7% ... E quem sabia deste alvará de soltura, antes do mercado, pode ter lucrado no mínimo 8 a 10% ....

O que me causa estranheza é: Quando o banqueiro foi preso, o BRCR caiu 6%. Agora, soltam o banqueiro, e não sobe mais que 1,5%, e olha que são duas notícias consideradas “boas”: A soltura do banqueiro e a postergação da votação da taxação dos fundos imobiliários.

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Caso 3: Variados

Já presenciei e vivenciei vários investimentos de pessoas gananciosas que terminaram em falência.

Alguns casos que gosto de relembrar: Banco Cruzeiro do Sul

O Banco Cruzeiro do Sul, na época, eu frequentava um fórum de investidores. Se posso prover uma dica para vocês também é: Fuja de fóruns sobre investimentos. A maioria são perdedores, gente que já perdeu tanto patrimônio e se acostumou a continuar na lama enfiando dinheiro bom em negócios ruins.

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Lembro que havia uma expectativa muito alta da compra do Banco Cruzeiro do Sul por um dos outros grandes bancos (Bradesco, BTG, etc.).

O que uma pessoa do fórum fez: Ele vendeu um apartamento bem abaixo do preço, pegou o dinheiro e colocou todo em ações do Banco Cruzeiro do Sul. Aparentemente ele já tinha algum negócio em mente, me parece que ele venderia o apartamento para comprar um maior, e como já estava negociando a venda, reduziu o valor para o comprador, e com o dinheiro na mão a brilhante ideia foi: Com a compra do Cruzeiro do Sul, meu capital irá duplicar, e eu não precisarei financiar o novo imóvel ...

Na teoria o plano era realmente bom, e tudo indicava um final feliz.

Mas ... Chegou o fatídico dia, onde pela falta de acordo para a compra do falido banco, foi decretada a falência do Cruzeiro do Sul ...

Não tive notícias do usuário do fórum, a última notícia foi a de que ele se separou (a mulher não aceitou e pediu a separação).

Vi casos de OGX, MMX, LLX, MILK, Mundial ...

Resumo do Post:

O resumo de tudo o que foi descrito é: Não opere notícias.

O que melhor se aplicou ao meu perfil foi realmente investir em fundos imobiliários, baseados em fundamentos, e não mais em análise técnica.

A paz que tenho atualmente é muito maior, do que quando operava Daytrade ou SwingTrade com ações.

Neste ponto tenho que concordar com a filosofia Bastter: O que te enriquece é trabalhar, poupar, viver, caminhar, e investir em valor.

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Um abraço a todos

VDC – VIVER DE CONSTRUÇÃO

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